Imóveis como investimento
Imóvel pode render de duas formas: aluguel e valorização. Em troca, exige muito dinheiro de uma vez, tem custos de manutenção, impostos e períodos sem inquilino, e leva tempo para vender. O aluguel recebido por pessoa física paga Imposto de Renda pela tabela progressiva, e o lucro na venda paga imposto sobre o ganho de capital.
Como se ganha
- Aluguel: renda mensal, menos custos e períodos vagos.
- Valorização: diferença entre o preço de venda e o de compra.
Custos que pesam
ITBI e cartório na compra, IPTU, condomínio quando o imóvel está vazio, manutenção, administração da imobiliária e corretagem na venda.
Liquidez
Vender um imóvel pode levar meses, e a pressa costuma custar desconto. Não serve como reserva de emergência.
Imposto
- Aluguel recebido por pessoa física: tabela progressiva mensal, pelo carnê-leão quando o inquilino é pessoa física, e ajuste na declaração anual.
- Venda com lucro: imposto sobre o ganho de capital, com alíquotas que começam em 15%. Há isenções, como a venda do único imóvel até certo valor e a compra de outro imóvel residencial em até 180 dias.
Imóvel direto ou fundo imobiliário
Fundos imobiliários permitem investir com pouco dinheiro e vender na bolsa, mas oscilam todo dia e não dão controle sobre o imóvel.
Pela empresa
Ter imóveis em nome de uma empresa (holding patrimonial) muda a tributação do aluguel e da venda. Pode valer a pena em alguns casos, e exige estudo com os números reais.
Conteúdo educativo. Não é recomendação de investimento nem oferta de produto. A MW Conti orienta sobre impostos, declaração e contabilidade dos investimentos; a escolha do produto é sua, e pode pedir a ajuda de um profissional certificado.
Fontes
- Lei 7.713/1988 (rendimentos de aluguel)
- Lei 13.259/2016 (alíquotas do ganho de capital)
- Lei 11.196/2005, art. 39 (isenção na venda com compra de outro imóvel)
Veja também
Escrito por Wellisson Almeida da Silva
Revisado